Abstract:
Neste estudo será abordada a importância dos processos costeiros para a gestão portuária, construção de obras marítimas e gestão de situações de crise. A linha de costa, a topografia e a distribuição de massas de água nas zonas costeiras próximas dos portos e factores meteorológicos, são aspectos relevantes para a circulação costeira, para a propagação das marés e da agitação marítima. Verifica-se que tanto a circulação costeira como as marés têm uma grande influência sobre as obras marítimas e sobre a dinâmica sedimentar. Assim serão apresentados alguns resultados do modelo de circulação denominado de “Princeton Ocean Model” (POM) que foi aplicado a uma parte da zona de Portugal para mostrar as principais correntes que atravessam a costa portuguesa, a corrente de Portugal e a corrente Ibérica e qual o papel da climatologia na sua geração, desenvolvimento e propagação. Neste trabalho serão também demonstrados os resultados obtidos com o modelo de previsão de marés OTIS (Osu – Oregon State University - Tidal Inversion Software) para determinados portos em Portugal e consequente comparação com resultados referentes à Tabela de Marés, com respectivos gráficos e dados estatísticos. Através da análise dos dados obtidos verifica-se que existe uma correlação bastante boa entre as duas séries para a maioria dos portos, com apenas o porto da Horta abaixo do 99 %, sendo este resultado devido a constituintes de longo período presentes neste porto e não filtradas. Podemos assim concluir que este modelo pode ser aplicado com segurança em toda a área costeira e oceânica de Portugal, incluindo toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE).