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Dinâmica da matéria particulada em suspensão na plataforma continental minhota - sua relação com a cobertura sedimentar

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dc.contributor.author Oliveira, Anabela Tavares Campos
dc.date.accessioned 2012-01-13T09:46:00Z
dc.date.available 2012-01-13T09:46:00Z
dc.date.issued 2001
dc.description XX + 278 p. + Apêndice
dc.description.abstract O objectivo principal do presente trabalho consiste na caracterização dos processos que determinam e controlam a dispersão do material particulado em suspensão (MPS) na plataforma e bordo continentais portugueses a norte de 41ºN, com a elaboração de um modelo conceptual de dinâmica sedimentar da MPS. Para a prossecução deste objectivo foram realizados diversos cruzeiros científicos com aquisição de dados in situ, nomeadamente, hidrológicos, meteorológicos, correntométricos e sedimentológicos em épocas contrastadas. Pretendeu-se efectuar a caracterização composicional e dimensional da MPS presente nas massas de águas tipicamente oceânica e costeira, com identificação das possíveis fontes quer continentais, quer orgânicas ou com origem na cobertura sedimentar da plataforma. A dinâmica dos níveis nefelóides na plataforma e bordo continental, são controladas principalmente pelos seguintes factores: a) a hidrologia das águas da plataforma e bordo, isto é, os níveis nefelóides geralmente acompanham as isopícnicas; b) circulação prevalecente na plataforma em situação de upwelling ou downwelling; c) dispersão do material dos rios (sobretudo o rio Douro); d) ressuspensão dos depósitos finos da plataforma média induzida pela ondulação; e) existência de uma morfologia peculiar com a presença do canhão do Porto e de afloramentos rochosos na plataforma externa. Foram identificados dois níveis nefelóides de superfície (CNS) e de fundo (CNF) que se definem a partir dos 25-30m de profundidade, coalescendo a profundidades inferiores. A circulação geral controla a extensão e desenvolvimento dos nefelóides apresentando comportamentos distinto em situação de upwelling e downwelling. No Inverno, em condições de downwelling, foi observada uma CNF intensa devido ao fornecimento dos rios e remobilização pela onda dos depósitos finos da plataforma média (»100m de profundidade) que se estende até ao bordo seguindo as isopícnicas. No bordo da plataforma destaca-se dando origem a camadas nefelóides intermédias (CNI). A CNS encontra-se muito limitada à plataforma interna, sendo essencialmente formada por partículas terrígenas. O transporte de partículas para zonas profundas é feito essencialmente na CNF e através do canhão submarino do Porto. Em situações de upwelling, desenvolve-se uma CNS na plataforma e bordo bem evidente e separada da CNF por águas com baixa turbidez. A estratificação da coluna de água e a circulação para o largo à superfície favorece a dispersão das partículas na CNS que é essencialmente formada por partículas de origem orgânica. No bordo da plataforma foram identificadas CNI, com origens diversas. Podem resultar do destacamento da CNF, desenvolvem-se no bordo por acção conjunta da corrente da vertente e marés ou pelo efeito das ondas internas. O estudo de amostras seleccionadas de MPS ao microscópio electrónico de varrimento revelou que o material pode ocorrer em agregados que usualmente incluem cocólitos. A componente terrígena da MPS geralmente tem maior expressão na CNF, sendo a CNS formada maioritariamente por partículas orgânicas. A componente terrígena determinada por difractometria de raios X (DRX) é composta essencialmente por minerais das argilas (ilite, caulinite, clorite e esmectite) com outros minerais em quantidades menores, como quartzo, micas, feldspatos potássicos e plagioclases O estudo da componente orgânica da MPS durante o Inverno, nomeadamente o nanoplâncton calcário (cocolitóforos), permitiu a identificação de espécies típicas de regiões subtropicais e temperadas, que se aproximam do offshore ibérico em períodos de downwelling. A espécie G. oceanica parece preferir áreas com turbidez elevada mas salinidade normal, tendo sido detectada a bordejar as plumas dos rios. Perto do fundo, foi reconhecido a importância destas pequenas partículas orgânicas para a identificação de processos de ressuspensão. A mineralogia da fracção fina dos sedimentos de fundo, determinada por DRX, foi usada como indicadora da dinâmica sedimentar. Este estudo permitiu confirmar a circulação predominante para norte que se verifica sobretudo de inverno em condições de downwelling. Os sedimentos a sul do paralelo 42ºN são mais imaturos e consequentemente mais próximos à fonte, sendo evidente um aumento da maturidade do sedimento para norte do rio Minho, expresso pelo conteúdo de feldspatos e micas nos sedimentos finos. O padrão de distribuição dos minerais das argilas depende essencialmente da descarga dos rios, sendo a composição do material que sai dos mesmos muito semelhante à composição mineralógica da fracção argilosa da cobertura sedimentar formada essencialmente por ilite (70-85%), caulinite (15-25%), clorite (5%) e esmectite (vestigial). Os dados disponíveis (mineralogia e cristalinidade) parecem também indicar uma rede de transporte para norte e para o largo dos sedimentos silto-argilosos
dc.language.iso por
dc.publisher Universidade do Algarve
dc.relation.ispartofseries Teses; Doutoramento em Ciências do Mar, na especialidade de Geologia Marinha
dc.subject Hidrologia
dc.subject Nefelóides
dc.subject Matéria particulada em suspensão
dc.subject Plataforma continental
dc.subject Sedimentos
dc.subject Dinâmica sedimentar
dc.subject Matéria em suspensão
dc.subject Canhões submarinos
dc.subject Porto (Portugal)
dc.subject Porto (Portugal)
dc.subject Rio Douro (Espanha, Portugal)
dc.subject Minho (Portugal)
dc.title Dinâmica da matéria particulada em suspensão na plataforma continental minhota - sua relação com a cobertura sedimentar
dc.type Thesis


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